Teatro e Património
ProjeT ŒdipuS

Nos dias 6 e 7 de Dezembro, pelas 21h30, será apresentado o ProjeT ŒdipuS, uma performance de teatro, na Igreja de São Vicente, em Évora. 

O Evento integra-se no âmbito do HERITALES - International Heritage Film Festival 2017 - “Sustainable communities”, em colaboração com a associação Colleçao B uma atuação de teatro e património "Édipo Rei". 


Heritales International Heritage Film Festivatem como finalidade a divulgação de narrativas de natureza filmica, digital e gráfica que versem sobre o Património Cultural. O festival  è organizado no âmbito do CIDEHUS - Universidade de Évora e da Cátedra UNESCO em Património Cultural Imaterial e Saber Fazer Tradicional.


Encenação de Amiar Souphiène

Sinopse:

O projeto baseia-se em vários textos: 'Oedipus King' e 'Oedipus Colonas' de Sofocle, Edipo de Seneca, 'Oedipus de Senecas' de Ted Hughes.
Essas fontes são a base para a composição de um poema longo, um monólogo sem caracteres e sem textura.
Nosso objetivo é subtrair do texto os elementos com os quais um show é geralmente construído, libertar-se dos mecanismos do teatro clássico. Procuramos uma distância entre o texto e o ator.
O objetivo é enfatizar, através da construção de um novo texto, aqueles que consideramos os principais temas do mito de Édipo: incesto, parricídio e maldição.
Os temas secundários serão desenvolvidos de acordo com sua pertinência e ressonância em nosso tempo: guerra, imigração, mas também doença, a percepção da praga em Tebas por Édipo e os mortos, recordado por Tiresia. A essência desta tragédia para nós é a não submissão ao nosso destino. Essa luta carnal para livrar-se do que parecemos ser condenado é o meio que revela o abismo da alma humana.
Édipo nos leva ao conhecimento mais íntimo de nós mesmos. É ela própria uma ferramenta de pesquisa
As tragédias gregas vieram até nós através da interação da civilização árabe.
Como testemunho disso, queremos integrar a narrativa com comentários em árabe sobre teatro grego. Muitos filósofos árabes foram questionados sobre a poética aristotélica aplicada ao teatro.
Na sua civilização, na verdade, essa forma de arte não existe como conflito interno, drama, são conceitos desconhecidos.
A distração que pode prevalecer pela maioria dos aficionados não-árabes refletirá bem o que Averroe pode ter experimentado no século 12.
Jorge Luis Borges descreve no fantástico conto '' Averroes '' a impotência do filósofo em entender o sentido dos termos aristotélicos 'comédia' e 'tragédia'. Ele não podia traduzi-los. E ele simplesmente os abandonou e o que apareceu em sua versão árabe dos escritos gregos. Outros comentários de filósofos como Al-Farabi e Avicenna completarão a reflexão e o texto.

Marcação previa obrigatória mais info em http://www.heritales.org

Contactos tel: 939106208

 

Organização: CIDEHUS | Universidade de Évora - HERITALES
De 06.12.2017 a 07.11.2017
21:30 | Igreja de São Vicente | Évora
Anexos